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Mia “Mimi” | Dec 3, 2019 – Jan 24, 2026

Mia “Mimi” | Dec 3, 2019 – Jan 24, 2026

*Carta para Mia*
“Mimi,

Você deixou um vazio enorme aqui em casa e levou um pedaço do meu coração, no qual terá sempre um lugar especial.
Vivi muitas dores na vida, mas nenhuma se compara à dor de te perder.
Amei você profundamente e hoje meu sofrimento também é profundo.
Num ano cheio de adversidades, você chegou em nossas vidas, entrando pela janela do quarto. Demorei a vê-la, mas tinha a sensação de estar sendo observada. Quando olhei para o quartinho, você estava lá, encolhida, em cima do colchão, com um olhar encantador. Foi paixão à primeira vista. Era mês de dezembro e você não foi só o nosso presente de Natal, foi também o melhor presente que ganhamos na vida.
Quantas alegrias você nos trouxe, Mimi!
Você era linda, olhos brilhantes, extremamente charmosa. Irresistível. Todos se encantavam com você.
No começo, quando estávamos nos conhecendo, achávamos você mansa e todo mundo comentava, admirado, sobre a sua docilidade. Mal sabíamos, à época, que sua verdadeira personalidade não era aquela… Você era uma fera: impaciente, teimosa, geniosa. Ai de quem pisasse no seu calo. Por isso eu dizia que a sua música era “Fera ferida”. A Michaelzinha vivia levando as suas sequências de tapas. Uma vez sobrou até para mim, ao tentar separar uma briga de vocês duas… tive que tomar antitetânica e hoje olho e acaricio com carinho a cicatriz que seus dentinhos deixaram na palma da minha mão esquerda.
Você era uma gatinha realmente especial e muito diferente, Mi. Você era valente, mas tinha medo de sacola plástica. Raramente permitia que fizéssemos carinho quando queríamos, mas sempre demandava. O jeitinho que eu mais amava era quando você se jogava aos nossos pés, para acariciarmos sua cabecinha e a dorsal. Você amava carinho no queixo, chegava a fechar os olhinhos e levantar a cabecinha…
Eu amava tantas coisas em você… nunca escutei um miado tão lindo. E você quase não miava. Quando miava, dava prazer ouvir. Outra coisa que eu amava era o jeito que você comia… aos poucos, olhando de vez em quando para os lados, mastigando bastante e fazendo muito croc croc.

Você era super preocupada com o seu asseio. Vivia se lambendo minuciosamente. Eram vários banhos por dia para manter aquela pelagem maravilhosa. Dava prazer ver seu esmero.
Você amava aroma de menta e hortelã… a gente precisou esconder creme dental e escovas de dentes de você…
Quando alguém sem querer encostava, mesmo que de leve, o pé na pontinha da sua cauda, você dava um berro que colocava qualquer um para correr ou se ajoelhar, pedindo perdão.
Seu último brinquedo foi um túnel colorido, que você amou e às vezes levantava de madrugada só para entrar um pouquinho nele. Quando guardava, para aspirar o chão, você ficava chateada. Também ficava chateada quando eu brigava com você para não arranhar os móveis…
Filha linda, você foi nosso anjo, nosso amor, nosso talismã.
Antes de você chegar eu dizia que tinha rinite e era alérgica a gatos. Depois viva esfregando o rosto em você, para sentir a maciez dos seus pelos e o seu cheirinho delicioso. Por falar no seu cheiro, ele ficou nas mantas e eu me agarro a elas e choro.
Vou sentir muitas saudades, filha. Não só da sua presença, do seu jeito, do seu gênio, mas também de pronunciar seu nome, de te chamar para comer o sachê ou para te impedir de agredir a Michael.
Você foi maravilhosa, Mia.
Espero muito que a gente volte a se encontrar, nesta ou noutra dimensão. Minhas janelas e portas estarão sempre abertas para você entrar outra vez.

Obrigada por tudo, Mi.

Com amor,
Camila, a mãe que você escolheu.”


Mia é lembrada por sua família e por sua amada mãe adotiva, Camila.

Mia is remembered by her family and by her beloved chosen mother, Camila.

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